Diplomatas começam a deixar a Índia
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sexta-feira, 31 de maio de 2002
France Presse 
Washington O Departamento de Estado norte-americano autorizou ontem a partida voluntária da Índia de todos os seus funcionários diplomáticos não-essenciais, assinalando que não pode descartar a possibilidade de agravamento da crise deste país com o Paquistão. O anúncio autoriza os diplomatas da embaixada norte-americana em Nova Délhi e dos consulados no restante do país a deixar a Índia junto com seus parentes. Este é um nível de alerta inferior à ordem de partida lançada para o Paquistão em março passado, que não dá aos diplomatas outra alternativa que não seja deixar o país.
Sexta-feira passada, os EUA aconselharam a todos os seus cidadãos a não viajarem à Índia e ao Paquistão ou consideraram a volta de quem já está lá, por medo de que se intensifique o conflito entre as duas nações possuidoras de armas nucleares.
Esta semana a advertência foi mais explícita, já que o departamento de Estado pediu aos norte-americanos que estão na Índia para deixar aquele país.
As tensões chegaram a níveis sérios e o risco de que se intensifiquem as hostilidades militares entre Índia e Paquistão não pode ser excluído, assinala a advertência.
Britânicos tambémLondres pediu ontem que os britânicos que estão na Índia deixem o país devido ao aumento do risco de conflito com o Paquistão. O ministro das Relações Exteriores, Jack Straw, que acaba de voltar de uma viagem à região, disse que os familiares dos diplomatas britânicos e os funcionários não essenciais também podem voltar para a Grã-Bretanha.
PrevisãoEntre nove e doze milhões de pessoas poderiam morrer em caso de guerra nuclear entre Índia e Paquistão, informou ontem um responsável do Pentágono.
Esta estimativa não leva em conta as mortes por causa de doenças, fome e contaminação da água, e inclui somente as vítimas imediadas de um conflito nuclear, precisou um responsável que não quis se identificar.
No caso de uma guerra nuclear, o número de mortos será de entre nove e doze milhões e o de feridos entre dois e seis milhões a curto prazo. A estimativa está baseada no número de armas nucleares que os dois países têm e nos possíveis alvos. Segundo a revista especializada Janes, a Índia tem entre 50 e 150 armas nucleares e o Paquistão entre 25 e 50.


