JerusalémA morte de terça-feira na Cisjordânia de quatro israelenses nos dois ataques palestinos, depois da onda de atentados suicidas em Israel, confirma a retomada da violência quando a diplomacia continua na dúvida sobre que caminho deve seguir para deter o derramamento de sangue. O secretário de Estado norte-americano, Colin Powell, admitiu ontem que não tinha ‘‘ilusão alguma sobre as dificuldades que nos esperam’’ no Oriente Médio, no primeiro dia de um giro pela região do secretário de Estado encarregado da região, William Burns. A viagem de Burns tem objetivo de preparar uma visita do diretor da Agência Central de Inteligência americana (CIA), George Tenet, a partir de amanhã.
Pelo segundo dia consecutivo, ontem foi mantido o estado de alerta em Israel devido a ameaças de atentado. O gabinete israelense se reuniu em Jerusalém sob a presidência do primeiro-ministro, Ariel Sharon, para examinar a situação, mas não publicou nenhum decisão.
Três estudantes de 14 anos de idade morreram baleados na noite de terça-feira na localidade judaica de Itamar, no norte da Cisjordânia, por um palestino que conseguiu se infiltrar e que foi por sua vez morto por reforços da segurança no local.
Pouco antes, um israelense morreu e outro ficou ferido ao norte de Ramallah quando o carro no qual circulavam foi atingido por disparos de armas automáticas perto da colônia de Ofra. Os assaltantes fugiram.
Ambos os ataques foram reivindicados em um comunicado pelas Brigadas dos Mártires da Al-Aqsa, um grupo armado próximo ao Fatah, o movimento do presidente palestino, Yasser Arafat, o que amplia os protestos que o Governo de Israel faz contra aquele líder, dizendo que ele não luta contra o terrorismo.

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