Brasília - O assessor especial da Presidência para Assuntos Internacionais, Marco Aurélio Garcia, declarou ontem que o ''estilo de diplomacia'' do novo governo terá como foco central a América do Sul. Convidado pela Comissão de Relações Exteriores da Câmara dos Deputados para tratar de temas internacionais, Garcia reiterou que o Brasil tem pretensões de intermediar o conflito interno na Colômbia e adiantou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deverá se reunir com seu colega venezuelano, Hugo Chávez, ainda neste semestre. Desta vez, ambos tratarão de um novo modelo de cooperação econômica entre os dois países.
''Os três primeiros meses de governo comprovam que há um estilo novo de diplomacia. Se havia ênfase da gestão de Fernando Henrique Cardoso à América do Sul, agora damos total prioridade. Trata-se do assunto preferencial da política externa'', afirmou.
Em sua exposição, Garcia deixou claro que o governo brasileiro não pode reconhecer as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farcs) como grupo terrorista porque pretende intermediar as negociações de uma solução pacífica para o conflito interno do país vizinho. Explicou que o governo brasileiro condena as ações violentas das Farcs, mas jamais condenaria seus líderes porque ''podem vir a ser os governantes de amanhã''.

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