Padres da Diocese de Campo Mourão divulgaram ontem um documento em que exigem a liberdade do prefeito cassado de Mariluz, padre Adelino Gonçalves (PMDB). O documento tem 10 pontos e foi elaborado durante encontro dos padres no Seminário Maior de Filosofia São José, de Campo Mourão. O bispo Dom Mauro Aparecido dos Santos deve divulgar hoje um documento manifestando sua opinião sobre o caso.
‘‘Manifestamos a nossa solidariedade a ele (padre Adelino) independentemente do resultado do julgamento’’, afirma o primeiro item da declaração assinada pelos padres. ‘‘Exigimos poder o acusado responder em liberdade domiciliar seu julgamento’’, ressalta um outro item. Segundo os padres, Gonçalves é réu primário e não foi preso em flagrante. ‘‘Posicionamos que a Justiça seja conduzida sem parcialidade’’.
Em outros pontos da declaração, os padres criticam a Justiça e a cassação de Gonçalves pela Câmara Municipal de Mariluz. ‘‘Repudiamos a forma como está sendo conduzido o caso pela Justiça, uma vez que não há provas substanciais que justifiquem a demora no encaminhamento’’, frisa o documento. ‘‘Repudiamos, ainda, a sua cassação de chefe do Executivo Municipal por motivos não convincentes de ’ladrão de galinha’.’’
O padre Adelino, preso em Curitiba desde março, é acusado de ser o mandante da morte do vice-prefeito de Mariluz, Ayres Domingues (PPS), e do presidente do PPS, Carlos Alberto de Carvalho. Ele teve o mandato cassado pela Câmara de Vereadores e foi acusado de comprar pneus sem licitação e pagar contratos de trabalho sem recolher Imposto de Renda. ‘‘As acusações contra o padre Adelino saíram da esfera criminal e se tornaram políticas’’, lamenta Dom Mauro.

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