O procurador jurídico da Câmara, Miguel Ângelo Garcia, entende que eventual mudança no número de vereadores deve ser feita por meio de alteração da Lei Orgânica do Município. Assim, um projeto de resolução, assinado por sete vereadores (um terço dos parlamentares), deve ser apresentado à Mesa Diretora da Câmara. ''Entendo que o prazo para discutir isso é até 30 de setembro, um ano antes das eleições, para que os partidos tenham tempo de se organizar'', defendeu. ''Se as alterações forem feitas depois, isso pode gerar questionamento judicial'', acrescentou Garcia. Ele também explicou que se nada for feito, o número de vereadores permanecerá o mesmo.
Além de permitir o aumento do número de vereadores, a Emenda Constitucional 58/2009 alterou o orçamento das Câmara Municipais. No caso de Londrina, o índice de repasse caiu de 5,5% da receita do município para 4,5%. Apesar disso, o presidente da Câmara garante que ''há dinheiro para pagar 25 vereadores e seus assessores''. ''Nossos técnicos já fizeram a conta. Isso não seria o problema.''
Porém, não há espaço físico para comportar 25 vereadores. Não há gabientes suficientes e tampouco lugar para os funcionários, que hoje, segundo Gerson Araújo, já trabalham com dificuldades. Até agora a Câmara já tem disponível R$ 1,4 milhão em um fundo especial criado para a reforma. O dinheiro veio do que ''sobrou'' de repasses anteriores. Se não utilizar toda a verba, o Legislativo tem que devolver. ''Estamos conversando com os arquitetos. Temos que fazer uma reforma na Câmara ainda que não haja aumento do número de vereadores. O prédio é pequeno e está danificado.''

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