Dinheiro para compra de terreno passa em primeiro turno
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segunda-feira, 23 de março de 2009
Catarina Scortecci<br>Equipr da Folha 
Curitiba - O polêmico projeto de lei do Executivo que pede a abertura de um crédito especial de cerca de R$ 40 milhões para a compra de um terreno foi aprovado ontem na Assembléia Legislativa, num primeiro turno de votação, sem discussão em plenário. O terreno servirá de estacionamento da futura sede do Centro Judiciário, no bairro Ahú, em Curitiba. Segundo o líder da base aliada ao governo do Estado, Luiz Cláudio Romanelli (PMDB), o projeto de lei não enfrenterá dificuldade no plenário. ''A discussão já foi feita dentro da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Todo mundo já entendeu a importância da matéria'', afirmou.
A polêmica em torno da proposta, contudo, ainda pode se estender no segundo turno de votação quando o mérito da matéria será colocado em discussão. O relator do projeto de lei na Comissão de Finanças, Reni Pereira (PSB), antecipou ontem que pode votar contra a matéria no segundo turno, por considerá-la ''inoportuna''. Reni se refere à crise econômica internacional e seus efeitos aos cofres do Estado. ''Parece um bom negócio porque seria a compra de um terreno de R$ 100 milhões por R$ 40 milhões. Mas quem é que garante que não vão ter indenizações aos ocupantes do terreno? O negócio pode sair por R$ 150 milhões'', disse ele. O terreno pertence hoje à União, mas os ocupantes do local questionam a posse na esfera do Judiciário.
Ontem, Romanelli minimizou a crítica do relator. Segundo o peemedebista, menos de 3% do total da área (de cerca de 180 metros quadrados) estaria sendo ocupada por moradores. Apesar de não acreditar num novo embate com a oposição, que por apenas um voto não derrubou o projeto de lei na CCJ, Romanelli demonstrou pressa na tramitação da medida na Casa.


