Enquanto o Fundo Partidário recebe injeções de recursos públicos anualmente, alimentando os caixas das executivas nacionais das legendas, os líderes municipais não veem a cor do dinheiro. O repasse deveria ser feito pelas direções estaduais. "Nós nunca recebemos nada. Infelizmente, os partidos municipais vivem de iniciativas individuais. É uma penúria", lamentou o ex-presidente do PMDB de Londrina, Leonilso Jaqueta.
Ele informou que o partido não cobra nada dos filiados e a ajuda financeira, quando chega, é espontânea. "A situação pode ser um pouco melhor para os partidos que elegem mais vereadores, mas no geral, a política municipal perdeu a estrutura para os debates, as discussões em prol da cidade e a geração de novas lideranças." A única representante do PMDB na Câmara Municipal é Elza Correia.
O presidente municipal do DEM, Celso Marconi, confirma a desestruturação da sigla na cidade. "Do Fundo Partidário não chega nenhum tostão." Marconi disse que o partido não possui sede nem funcionários em Londrina. "As poucas despesas que temos por aqui são bancadas por mim mesmo", disse ele. "A gente faz esse trabalho porque gosta muito."
A reportagem também procurou o presidente do PT londrinense, Gérson da Silva, mas ele não atendeu as ligações. (E.F.)

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