Arquivo FolhaEm FamíliaFilhos do prefeito Harry Daijó viajaram por conta da prefeituraO procurador-geral da Prefeitura de Foz do Iguaçu, Ataliba Ayres de Aguirra Filho, disse ontem, em entrevista à Folha, por telefone, que o dinheiro gasto na compra de passagens para filhos do prefeito Harry Daijó e da mulher e da filha do secretário Adilson Rabelo - cerca de R$ 3 mil - já foi devolvido. ‘‘Não houve qualquer prejuízo aos cofres públicos’’, afirmou Aguirra Filho.
Segundo ele, as passagens para esse grupo foram compradas ‘‘por um equívoco’’ na conta da prefeitura. O suposto erro, de acordo com o procurador, foi provocado por um funcionário da Secretaria de Governo. Em vez de pedir a cobrança particular dessas passagens, esse funcionário teria mandado incluí-las na conta da prefeitura. O nome do suposto funcionário não foi divulgado. Nos casos de viagens de pessoas que não ocupam cargos públicos, Aguirra Filho declarou que isso aconteceu ‘‘a convite’’ e em ‘‘benefício do município’’. O juiz Luiz Sérgio Neiva de Lima - encarregado do Juizado de Infância e Juventude - teria viajado a Curitiba para resolver problemas de uma instituição que abriga menores infratores em Foz.
A mulher do juiz, Cristina, teria obtido, na mesma viagem, duas apresentações beneficentes do pianista Arthur Moreira Lima. ‘‘Essas apresentações não tiveram custo para a prefeitura e a renda foi destinada ao Provopar’’, declarou.
O publicitário Ricardo Cansian Neto teria sido beneficiado porque desenvolve campanhas de propaganda para a prefeitura. De acordo com o procurador, o advogado e hoje deputado Osmar Serraglio, ex-assessor jurídico da prefeitura, viajava a Curitiba e Brasília para acompanhar processos do município em tramitação. (V.D)

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