Maringá O juiz da 1 Vara Criminal da Justiça Federal, Edvaldo Mendes da Silva, liberou ontem para a Prefeitura de Maringá R$ 418,6 mil de bens adquiridos pelo ex-prefeito Jairo Gianoto (97-2000), com dinheiro desviado dos cofres municipais. Do valor liberado pela Justiça, cerca de R$ 220 mil são oriundos da venda de duas colheitadeiras, leiloadas em abril passado, e o restante corresponde a uma parte do dinheiro depositado por Gianoto como pagamento da safra de soja apreendida em sua fazenda, no Mato Grosso.
A administração municipal informou que os recursos foram usados ontem mesmo para completar os R$ 280 mil que faltavam na folha de pagamento dos servidores. ''O dinheiro salvou a folha do mês'', disse o secretário de Fazenda, Enio Verri, lembrando que o pagamento do funcionalismo iria para o banco ontem à noite.
A prefeitura vinha pleiteando este dinheiro desde a época em que as colheitadeiras foram leiloadas. Já a safra de soja foi apreendida porque ficou provado que o ex-prefeito comprou adubos e sementes para sua fazenda com dinheiro do município.
A prefeitura recebeu o dinheiro recuperado na condição de fiel depositária até julgamento final do processo. Segundo o procurador Jurídico de Maringá, Aláercio Cardoso, não há dúvidas quanto ao retorno dos valores para o município, já que o ex-prefeito é réu confesso, tendo admitido que utilizou dinheiro da prefeitura para comprar as máquinas, insumos agrícolas e sementes.
Segundo Cardoso, a prefeitura pretende pleitear na Justiça Federal a liberação de mais R$ 1 milhão, refentes ao restante do dinheiro já devolvido e também de bens adquiridos pelo ex-secretário de Fazenda Luis Antonio Paolicchi.
Os ministérios públicos Estadual e Federal são autores de várias ações que pedem o ressarcimento de R$ 84 milhões desviados dos cofres da nas duas últimas gestões municipais. As investigações do MP, no entanto, conseguiram localizar bens no valor de apenas 10% do total desviado.

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