A superintendente da Acesf, Camila Kauam, confirmou o recebimento do relatório da Controladoria e declarou que as providências para regularização das situações apontadas vêm sendo tomadas desde maio. ''Não tinha um controle de entrada e saída de urnas e velas. Agora, só a gerência de suprimentos cuida disso. Já as sobras de velas, o que soube é que essa era uma prática comum dos ex-superintendentes. Quando a Controladoria indicou que isso estava errado, imediatamente a atividade foi suspensa'', disse. Se os servidores serão afastados preventivamente? ''Isso é a Corregedoria que vai dizer.''
A Acesf recebeu ontem da corregedora-geral do Município, Erika Juliana Dmitruk, o comunicado de que estão formalizadas as comissões que investigarão os 14 servidores do escândalo da tanatopraxia.
O ex-superintendente da Acesf Osvaldo Moreira Neto, negou participação em venda de terrenos para uso futuro sem licitação. Em relação às sobras de velas, Moreira Neto admitiu a não realização de certame, mas, novamente, negou ser responsável por quaisquer irregularidades. ''Os funcionários vendiam a borra da vela para fazer caixinha para um churrasco no fim do ano, ou para cestas de Natal - mas como isso vinha sendo feito lá há mais de 20 anos, não me preocupei.''
Os servidores Aparecida Juraci Prandini e Walmir Maireno, citados no relatório, afirmaram à FOLHA que não poderiam se manifestar sem antes ler o documento. (J.G.)

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