Dinheiro de PC afasta Martinez de Ciro
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quinta-feira, 01 de agosto de 2002
Equipe da Folha 
Curitiba - O deputado federal do Paraná, José Carlos Martinez (PTB), deixou a coordenação-geral da campanha de Ciro Gomes, candidato a presidente pela Frente Trabalhista (PPS-PDT-PTB). A renúncia de Martinez, presidente nacional do PTB, veio dias depois de a imprensa nacional noticiar o empréstimo que fez com Paulo César Farias, tesoureiro da campanha do ex-presidente Fernando Collor, Paulo César Farias.
A saída de Martinez é uma forma de evitar que as denúncias em relação aos negócios pessoais do deputado contaminem a campanha do trabalhista. Ciro anunciou no final da tarde de ontem que, por enquanto, ele mesmo será o coordenador da campanha. Seu irmão, Lucio Gomes, pode ajudá-lo eventualmente.
Na semana passada, em visita a Curitiba, Ciro admitiu que a ligação de Martinez com PC Farias causou incômodo à sua campanha. O caso veio à tona em matéria publicada pelo jornal Folha de S.Paulo, afirmando que o empréstimo ainda não teria sido pago integralmente. Na matéria, o dirigente do PTB afirma que o negócio foi registrado legalmente. No entanto, o inventário de bens e direitos de PC Farias não menciona o dinheiro que ele ainda teria para receber do deputado, conforme a Folha de S.Paulo.
O petebista conversou anteontem à noite com Ciro Gomes, em São José do Rio Preto (SP) quando anunciou sua disposição de se afastar da campanha. De acordo com o coordenador de imprensa da campanha, Carlos Chagas, o deputado Walfrido Mares Guia (PTB-MG), que está na Europa e só retorna no domingo ao Brasil, não vai assumir a coordenação, como foi ventilado durante a tarde.
Martinez vinha tentando, nos últimos dias, explicar as circunstâncias em que obteve empréstimo de PC Farias, o que provocou certo desgaste e constrangimento ao candidato majoritário, que se via constantemente questionado sobre o assunto. Segundo fontes próximas ao deputado, ele achou melhor sair da coordenação para evitar que o caso respingasse na candidatura de Ciro Gomes.
A Folha tentou falar com Martinez para ouvir sua versão dos fatos, mas ele não retornou as ligações.(Com agências)


