Dinheiro da Lunus será investigado pela PF
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quarta-feira, 10 de abril de 2002
Agência Estado 
Palmas - A Polícia Federal (PF) abre hoje inquérito sobre a origem do R$ 1,34 milhão apreendido na empresa Lunus Serviços e Participações, da pré-candidata a presidente Roseana Sarney (PFL) e do marido dela, Jorge Murad, secretário para Assuntos da Área de Ciência e Tecnologia do Maranhão.
Uma das primeiras medidas será ouvir o depoimento dos nove citados como supostos doadores do dinheiro para a campanha presidencial de Roseana, segundo a lista apresentada anteontem por um advogado do casal. A PF sabe que um dos supostos doadores foi processado por sonegação fiscal durante a apuração do esquema PC, em 1996, sobre o empresário Paulo César Farias.
Um levantamento informal constatou que esse doador, cujo nome a PF não divulgou, esteve envolvido em outros casos de campanhas eleitorais. O nome foi descoberto nos processos do esquema PC, arquivados em Brasília. Esse colaborador respondeu a uma ação por sonegação fiscal, há cinco anos.
Nenhum dos supostos doadores consta dos demonstrativos de recursos arrecadados que Roseana entregou à Justiça Eleitoral nas duas últimas campanhas. Nem Murad, nem o irmão dela Fernando Sarney, nem o empresário João Claudino jamais constaram antes entre os doadores de Roseana. O mesmo ocorre com os demais.


