Brasília - A presidente da República, Dilma Rousseff, embarcou por volta das 11 horas de ontem, para São Paulo, onde iria se encontrar com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Os dois deveriam almoçar juntos no apartamento do petista em São Bernardo do Campo.
Na sexta-feira, Dilma fez uma defesa enfática do ex-presidente, que foi alvo da 24ª fase da Operação Lava Jato. Além de soltar uma nota de apoio, ela fez um pronunciamento em defesa de Lula e afirmou estar "indignada" com ação da Polícia Federal.
Após a visita a Lula, Dilma seguiria para Porto Alegre, onde passa o fim de semana com a família. Na segunda-feira, ela tem uma agenda pela manhã na cidade gaúcha de Caxias do Sul.

VIGÍLIA
Desde o início da manhã de ontem, manifestantes a favor do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva concentravam-se em frente ao prédio onde fica o apartamento de Lula, em São Bernardo do Campo (SP). O ato foi organizado pelo Sindicato dos Metalúrgicos do ABC Paulista. A maioria dos participantes, filiados ao PT e apoiadores de Lula, vestia camisa vermelhas e carregava bandeiras do País.
Segundo estimativa da Polícia Militar, 250 pessoas estavam no local. Os organizadores falavam em 1 mil participantes. O deputado federal Vicente Paulo da Silva, o Vicentinho (PT-SP), estava entre os militantes e sindicalistas que participavam da vigília. Ele afirmou que a militância do partido organizará diversos atos em defesa da democracia em sindicatos do Brasil no dia 19 de março. "Já que querem tirar o direito de Lula se candidatar em 2018, nós vamos garantir esse direito e o do povo de votar", afirmou o deputado.
A porta da garagem do Instituto Lula, localizado na rua Pouso Alegre, no Ipiranga, zona sul da capital paulista, amanheceu pichada ontem de manhã. "Lula ladrão. Basta de corrupção. Sua hora chegou corrupto", dizem as frases escritas na porta por um grupo de jovens, segundo uma testemunha.

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