Nunca antes na história de Lula houve uma noite como a de sexta-feira (25) passada no Palácio da Alvorada. Mostrando afabilidade e simpatia surpreendentes, a presidente Dilma Rousseff deu mostras de que, se é verdadeira a tese do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, de que ela não venceu as eleições por conta das características identificadas com o universo feminino - se credenciando por meio de uma história pessoal na qual o sexo pouco diferença fez -, ela agora busca o caminho inverso.

Dilma está visivelmente procurando dedicar boa parte deste início de governo a "elas". Mulher no poder faz diferença. Depois da série de entrevistas dadas à representantes do sexo feminino, durante este mês comemorativo do Dia Internacional da Mulher, a presidente Dilma abriu sua "casa" anteontem à noite a pouco mais de 50 "representantes da categoria". Todas convidadas para assistir ao filme "É Proibido Fumar", da premiada cineasta Anna Muylaert. A atração foi seguida de um jantar.

Ninguém do "clube da Luluzinha" se movimentou para ir embora. E a presidente, mesmo aparentando um certo cansaço, deu sinais de que estava gostando de estar ali. As atrizes e cineastas estavam tão à vontade que em alguns momentos elas pareciam se esquecer de que estavam diante da dirigente máxima do País, a quem chamavam e apenas de Dilma.

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