Dilma sugere 'novo PAC' para sucessor de Lula
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segunda-feira, 22 de junho de 2009
Janaina Garcia<br>Reportagem Local 
Pré-candidata à Presidência da República pelo PT, em 2010, a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, afirmou ontem em Londrina que as obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), do Governo Federal, estão prontas para ''agora entrar em processo de aceleração'' e deixar, para o substituto de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), projetos que sustentem ''um novo PAC''.
Dilma esteve na cidade ao lado de Lula e dos ministros Reinhold Stephanes (Agricultura, Pecuária e Abastecimento) e Paulo Bernardo (Planejamento), além do governador Roberto Requião (PMDB) e seu vice Orlando Pessuti (PMDB), para o lançamento do Plano Safra 2009/2010. A ministra criticou gestões anteriores à do PT, sem citar nomes de governantes ou partidos, e rebateu críticas sobre uma suposta morosidade no andamento das obras do PAC - algumas, da ordem de bilhões de reais, receberam percentagens ínfimas diante da necessidade de investimento, tal como a do alcooduto Goiás-São Paulo, anunciado para custar R$ 2,4 bilhões, mas que recebeu, até o momento, cerca de R$ 12 milhões.
Ela justificou a demora argumentando que, antes da gestão petista, foram ''mais de 20 anos sem investimento em ferrovias''. ''Tivemos dificuldades enormes porque nos últimos 25 anos não houve investimentos em infraestrutura para escoamento da safra'', disse, para completar: ''Duplicamos rodovias e fizemos várias ferrovias onde o eixo é leste-oeste - uma delas é a Transnordestina, mas o presidente determinou que fizéssemos também a ferrovia da integração oeste-leste, da região de Feira de Santa (BA) ao Porto de Iguape. Mesmo no Paraná, temos várias outras ferrovias de integração que estão em estudo e que vão permitir um escoamento mais ágil''.
Na avaliação da ministra, o andamento das obras tem de ser analisado pela necessidade de projetos. ''Somos um país que não fazia projeto, porque nem fazia planejamento. Não olhávamos a questão da agricultura, por exemplo, como estratégica e essencial para o desenvolvimento do País - tanto que o Plano Safra 2009/2010, orçado em R$ 107,5 bilhões, era de R$ 24 bilhões em 2002/2003. Falaram muito que o PAC estava no papel; quem dera, pois sequer papel existia no Brasil para que se pudesse fazer investimento. Fizemos projetos e estudos, pois sem eles não há obras, mas, como não herdamos uma estrutura de estado capaz de executá-las, digo que agora que tudo está em um processo de aceleração'', definiu. ''Nós vamos legar projetos e também (projetos) para um novo PAC, em próximo governo.''


