Dilma se defende e deixa aliado em segundo plano
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sexta-feira, 04 de março de 2016
Gustavo Uribe, Marina Dias e Valdo Cruz<br>Folhapress 
Brasília - A presidente Dilma Rousseff utilizou ontem pronunciamento público para sair em defesa própria em relação à delação premiada do senador Delcídio do Amaral (PT-MS), deixando em segundo plano a operação da Polícia Federal contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em um discurso de cerca de onze minutos, a presidente dedicou menos de dois minutos à defesa de seu antecessor no Palácio do Planalto. Ela repetiu termos de nota divulgada à imprensa uma hora antes e disse estar "inconformada" com a "desnecessária condução coercitiva" do petista para prestar depoimento em São Paulo. Apesar de dedicar pouco tempo à defesa de Lula, a petista decidiu fazê-lo publicamente, diferentemente de episódios anteriores. A estratégia foi tentar reconquistar o apoio da militância petista, insatisfeita com a condução da política econômica.
Em resposta à delação premiada do senador, a presidente afirmou que o petista fez as acusações por um desejo "imoral" e "mesquinho". Para ela, as suspeitas tiveram como único objetivo atingi-la.
Ela ressaltou que, em 2014, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, arquivou investigação pela compra da refinaria de Pasadena, lembrando que ele afirmou não ter havido delito por parte do Conselho de Administração da Petrobras no negócio. Ela negou também que tenha interferido junto ao Poder Judiciário para liberar da prisão os empresários Marcelo Odebrecht e Otávio Azevedo, como acusou o senador petista.


