Brasília - A presidente Dilma Rousseff recebeu na noite de domingo a informação de que havia uma tendência de que o presidente interino da Câmara, Waldir Maranhão (PP-MA), anulasse a sessão em que 367 deputados aprovaram seu pedido de impeachment. O portador do recado foi o advogado-geral da União, José Eduardo Cardozo, que havia se reunido pouco antes com Maranhão e o governador Flávio Dino (PcdoB-MA). Dino, que é juiz federal, admitiu ter aconselhado o conterrâneo. Cardozo também reconheceu o encontro, mas negou que Maranhão tenha antecipado o conteúdo de sua decisão. Aliados, no entanto, desmentem essa versão. O deputado não debateu o ato em que anulou a sessão com o corpo técnico da Câmara nem com seus advogados. Maranhão teve um primeiro encontro com Cardozo na sexta. Nesta conversa, o ministro da AGU sugeriu que Maranhão despachasse o recurso dele, que estava parado na Câmara. A peça pedia a suspensão da sessão que aprovou o impeachment na Câmara. (Folhapress)

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