A presidente Dilma Rousseff criticou nesta sexta-feira (8), a recomendação do Tribunal de Contas da União (TCU) de paralisar sete obras pelo país. "Acho um absurdo paralisa obra no Brasil. É algo extremamente perigoso, porque depois ninguém repara o custo", afirmou.

Na última quarta-feira (6) o TCU recomendou a paralisação de sete obras por suspeita de irregularidades como sobrepreço, deficiências na assistência técnica prestada às prefeituras e na metodologia utilizada para contratação de obras por meio do sistema de registro de preços.

São elas: a pavimentação da BR-448, a Rodovia do Parque, na Grande Porto Alegre; a Ferrovia Norte-Sul, no Tocantins; a construção da Ferrovia Oeste-Leste, na Bahia; o esgotamento sanitário em Pilar, em Alagoas; a avenida Marginal Leste, no rio Poty, no Piauí; a construção da Vila Olímpica Parnaíba, no Piauí; e a ponte sobre o rio Araguaia, na BR 153, no Tocantins.

Dilma disse que não perderá "por nada"a inauguração da BR-448, um dos projetos cuja paralisação foi recomendada pelo TCU, pois é uma obra "emblemática" para seu governo. "De qualquer jeito, essa obra vai ficar pronta", comentou a presidente. "(É emblemática) para qualquer governo que sabe o que cada cidade precisa. Não tem nada a ver com eleição", respondeu.

A presidente comentou ainda que não há previsão legal para o governo intervir ou realizar obras urbanas de competência das prefeituras, ao ser questionada sobre problemas nas obras do entorno do estádio Arena do Grêmio.

Criação de municípios - A presidente ainda comentou o projeto de lei complementar que define novas regras para a criação de municípios. A proposta já foi aprovada na Câmara e no Senado e aguarda para sanção presidencial. O projeto abre a possibilidade para a criação de 180 novas estruturas administrativas municipais, que poderão se juntar às 5.578 existentes no País.

Segundo Dilma, é preciso ter cuidado já que com a criação de novos municípios não há aumento de receitas e sim a divisão delas. "Quanto mais municípios forem criados, menor a fatia do bolo que fica para outros municípios", afirmou. Ela também afirmou desconcordar que o repasse do FPM tenha sido reduzido. "O governo vem fazendo grande esforço para garantir recursos que não sejam do Fundo de Participação dos Municípios", disse.

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