Dilma quer investir mais em prevenção, diz Bezerra
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sábado, 07 de janeiro de 2012
Paulo Peixoto <br> Folhapress 
Belo Horizonte - O ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra, voltou a defender ontem seu trabalho na pasta e negou favorecimento a projetos de Pernambuco, seu Estado natal e onde concentra sua carreira política. Ele afirmou ainda que a orientação da presidente Dilma Rousseff é aumentar a prevenção na Defesa Civil. O ministro disse ter empenhado R$ 260 milhões no ano passado para obras de prevenção.
Bezerra argumenta que há um desconhecimento geral de Estados e municípios sobre ações que devem ter em relação a projetos e que, em 2011, sua pasta recebeu cerca de 1.300 projetos. Segundo ele, mais de 700 projetos referiam-se a obras de macrodrenagem, que deveriam ser enviados para a pasta das Cidades.
Dos ''trezentos e poucos projetos'' que restaram para ser analisados pela Integração Nacional, ''pouco mais de 10%'' foram aprovados. Bezerra disse que o governo vai também reservar recursos em 2012 para elaboração de projetos por Estados e municípios. Por causa deste desconhecimento, o ministro disse que o governo federal vai editar uma cartilha com orientações sobre como agir para viabilizar os projetos.
Após encontro com o governador de Minas, Antonio Anastasia (PSDB), na sede administrativa do governo mineiro, em Belo Horizonte, Bezerra disse que a presidente Dilma Rousseff determinou uma mudança de postura na ação de Defesa Civil com mais investimentos em prevenção contra enchentes e deslizamentos de encostas causados por chuvas.
''A preocupação maior da presidente Dilma é no sentido de virar o jogo na política nacional de Defesa Civil e podermos investir mais em prevenção e cada vez menos em reconstrução. Essa é uma orientação da presidente'', disse Bezerra.
Segundo ele, essa mudança começa com os recursos de R$ 11 bilhões para obras de prevenção de macrodrenagem, reforço de encostas e proteção de morros que estão previstos no PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), sendo R$ 5 bilhões desse montante a fundo perdido e o restante financiado pela Caixa Econômica Federal.


