Brasília - O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), disse ontem que a presidente eleita, Dilma Rousseff (PT), pretende atender aos pedidos das centrais sindicais e aposentados para conceder um aumento significativo no salário mínimo. Aliado da petista, Sarney disse que Dilma vai ''fazer de tudo para aumentar substancialmente'' o valor.
Sarney afirmou que o governo vai discutir os pedidos para ajustar as despesas às suas contas. ''Precisamos fazer as contas de maneira que mantenhamos o equilíbrio fiscal.''
Os sindicalistas reivindicam o reajuste de R$ 510 para R$ 580 já no início de 2011, enquanto o governo sinalizou com a proposta de elevar o valor para R$ 540. A oposição, em contrapartida, defende o mínimo de R$ 600 como sugerido pelo candidato José Serra (PSDB) durante a campanha eleitoral.
Votações
Sem realizar votações no plenário do Senado desde o final de agosto, Sarney disse que o ''jeitinho brasileiro'' fez a Casa deixar as votações para os últimos dias do ano. ''Sempre no fim do ano vem o jeitinho brasileiro de deixar para última hora. É hora justamente de limparmos as gavetas'', disse.
A Casa chegou a realizar dois esforços concentrados durante o período eleitoral que fracassaram. Apenas quatro medidas provisórias e um projeto de resolução foram aprovados, mesmo com mais de cem propostas à espera de deliberação na pauta do Senado.

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