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"Não vou passar o resto do mandato dando explicação"
Ciro Nogueira (PP-PI), sobre demissão de assessora que aparece em vídeo de sexo

Dilma pode repensar relação com o Paraguai
O vexame da política externa brasileira, reagindo ao impeachment do ex-presidente Fernando Lugo, acendeu luz amarela no Planalto: a retirada do embaixador, a exclusão do Paraguai do Mercosul e a constatação de que o próprio Lugo admitiu a legalidade de sua saída, poderão aliviar pendências com o vizinho, de olho no mercado chinês e nas prometidas parcerias do Paraguai com a União Europeia e EUA.

Fez-se a luz
Além das parcerias comerciais, entram também na balança a parceria estratégica com Itaipu Binacional e o combate ao crime na fronteira.

El comandante
O governo concluiu que "foi mal" a ruidosa insensatez do assessor top-top da Presidência, Marco Aurélio Garcia, comandante da trapalhada.

Os trapalhões
O governo estaria até topando confrontação com os parceiros na ação desastrada: os presidentes Kirchner (Argentina) e Mujica (Uruguai).

Muy amigos
A propalada ‘hegemonia’ do grupo será testada na Cúpula do Mercosul, no Rio, terça (31), com Chávez festejando a entrada da Venezuela.

Promessa do PSB ao PMDB "é marola", diz líder
O líder do PSD na Câmara, Guilherme Campos (SP), afirma que "não passa de marola" a promessa do governador de Pernambuco, Eduardo Campos, de que o PSB não disputará a Presidência da Câmara em 2013. Para Guilherme, o assunto voltará à tona após as eleições municipais, já com dois nomes fortes – Márcio França (SP) e Júlio Delgado (MG) – para concorrer pelo bloco PSB, PSD e PCdoB.

Acordo prévio
Candidato ao comando da Casa, o líder do PMDB, Henrique Alves (RN) obteve do próprio Eduardo Campos compromisso de apoiá-lo.

Apoio do PT
Após o PMDB ter retirado candidatura em prol do PT em Minas, Dilma também prometeu apoiar Henrique Alves, com direito a ato em agosto.

Em campanha
Ex-líder do PPS e 4º secretário da Mesa Diretora, Júlio Delgado está em plena campanha para sucessão do comando da Casa.

De mal a pior
A telefonia celular ocupou o topo da lista de atendimento do Procom em todo o Brasil, registrando 78 mil demandas. O número está dentro dos 861.218 registros de atendimentos no Sistema Nacional de Informações de Defesa do Consumidor, de janeiro a junho de 2012.

Samba do Cachoeira
Antes da cassação, o senador Demóstenes Torres orientou os sambistas, liderados pelo famoso Nelson Sargento, no projeto de lei já aprovado no Senado, reconhecendo a atividade de compositor.

Duas bombas
Tal como o contraventor Carlinhos Cachoeira, preso em Brasília, o ex-diretor-geral do Dnit, Luiz Antonio Pagot, também está indócil para falar na CPMI, prometendo envolver Cachoeira com ex-companheiros do PR.

Admissão de culpa
O governo do Ceará pagará 18 indenizações de R$640 mil a anistiados políticos que tiveram processos deferidos pela Comissão Especial de Anistia Wanda Sidou. A solenidade será no início de agosto.

País rico
O Brasil faz bela figura em Paris em plena "marolinha" econômica: embaixada e a residência do embaixador consomem R$1,2 milhão mensais do contribuinte, fora o salário de mais de 20 diplomatas.

Olho em 2014
O deputado Fernando Francischini (PR) deixou o PSDB para ingressar em nova legenda: o Partido Ecológico Nacional (PEN). A ideia, segundo ele, é enfrentar eleição majoritária sem depender de legenda.

PT desunido
O Movimento "Militância Viva", composto por parlamentares do PT-DF, ameaça se isolar dentro da própria sigla na capital. Há quem diga que será um grupo direitista dentro de um partido de extrema esquerda.

Trem da alegria
O advogado-geral da União, Luis Adams, divulgou anteprojeto da nova lei orgânica da AGU, que transforma advogados privados com cargos comissionados em membros do órgão, mesmo sem concurso. Os servidores consideram inconstitucional, e querem anular a decisão.

Conta outra
Hugo Chávez comemorou no Twitter a entrada do país no Mercosul: "Eso sí es lo nuevo! Una nueva Venezuela, una nueva geopolítica".

PODER SEM PUDOR
Pavio curtíssimo

Adhemar de Barros estava sempre às voltas com repórteres e suas perguntas nem sempre compreendidas. Na campanha presidencial de 1960, durante uma coletiva, um jornalista perguntou se a sua candidatura, no fundo, não beneficiaria a de Jânio Quadros (UDN). Adhemar não suportou a provocação. Arrancou o microfone das mãos do repórter e afirmou:
- Primeiro, não permito que pronuncie o nome do demônio na minha frente. E depois, como médico, posso dizer que o senhor é um débil mental.
E encerrou a entrevista.

Com Ana Paula Leitão e Teresa Barros
www.claudiohumberto.com.br

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