Dilma pede apoio do PMDB contra Palocci
Brasília - Na véspera de ouvir do presidente Luiz Inácio Lula da Silva que não desejava que divergências no governo se tornassem públicas, a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) voltou a criticar o colega da Fazenda, Antonio Palocci. Em jantar anteontem com a bancada do PMDB no Senado, disse que Palocci só pensa em superávit primário e não tem criatividade e abertura para discutir outra política econômica.
Segunda ela, Palocci sumiu das solenidades públicas por causa das acusações de corrupção a respeito de sua gestão em Ribeirão Preto. Não apareceu no encontro com o Bush [George W. Bush, presidente dos EUA que visitou Brasília no fim de semana]. Mais: Dilma afirmou ter respaldo do PT para enfrentar Palocci no debate sobre gastar mais (acelerar liberação de verbas) e pediu ajuda do PMDB para isso.
Disse ainda que o presidente Lula deveria se espelhar no antecessor Fernando Henrique Cardoso para se relacionar com o Congresso: O presidente deveria falar mais com os deputados, senadores. Ligar no dia do aniversário, ser mais aberto. Fazer o que o Fernando Henrique fazia, disse, segundo relato de participantes do jantar no apartamento do líder da bancada no Senado, Ney Suassuna (PB).
No jantar, Dilma afirmou que pensou que, na Casa Civil, poderia debater economia com Palocci, mas ele só fica com a avaliação do corpo técnico, fechado com a sua igrejinha. Citou alguns auxiliares, como Jorge Rachid.
Dilma disse que, quando foi ministra das Minas e Energia, teve uma ousadia que Palocci não teria na Fazenda. Afirmou que enfrentou empresários, contrariou interesses e tentou algo diferente. Precisamos de mais encontros assim, disse Dilma, que surpreendeu os peemedebistas pela franqueza. Dos 20 senadores do partido, faltaram apenas três. (Folhapress)





