Brasília - A presidente Dilma Rousseff amealhou 200 mil seguidores espontâneos que ofereceram seus e-mails para receber notícias na campanha presidencial do ano passado.
O dado é da empresa norte-americana Blue State Digital, comandada por marqueteiros de internet que trabalharam para a campanha de Barack Obama, em 2008. Contratada pelo PT, trabalhou na campanha de Dilma na web, juntamente com a brasileira Pepper Interativa.
O número de pessoas que se cadastram espontaneamente é uma forma de medir o impacto na internet de um político em campanha. É diferente da tabulação de visitas aos sites oficiais (na casa dos milhões) ou da adesão a perfis em redes sociais. Obama, por exemplo, montou uma rede de 13,5 milhões e-mails em 2008.
A participação da Blue State Digital na campanha de Dilma é apresentada no site da empresa (www.bluestatedigital.com) como um caso de sucesso. Na avaliação dela, o fato de Dilma ter sido eleita é prova de que a operação foi bem-sucedida.
Os norte-americanos ressaltam as dificuldades para se realizar campanhas eletrônicas no país. ''As regras on-line estavam sendo feitas e interpretadas ao longo da eleição'', afirma a empresa.
Ainda assim, ela diz que atraiu mais de 4,5 milhões de visitantes únicos para o site principal da petista durante os seis meses de campanha.
A marca é modesta quando comparada à de grandes portais de internet. O UOL tem mais de 30 milhões de visitantes únicos por mês.
Montar um mailing com endereços válidos é um dos grandes desafios de uma campanha na rede. Os 200 mil e-mails que a campanha de Dilma levantou de pessoas cadastradas de maneira espontânea são um ponto de partida para futuras eleições.

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