Brasília - Pesquisa CNI/Ibope divulgada ontem apontou que a aprovação do governo da presidente Dilma Rousseff foi mantida em 62%, o mesmo índice registrado no levantamento anterior. O porcentual de quem avalia o governo como regular permaneceu em 29% e de quem considera ser ruim ou péssimo, 7%.
A pesquisa foi feita em 142 municípios entre os dias 6 e 9 de dezembro, já depois do impacto do julgamento do mensalão e da Operação Porto Seguro, da Polícia Federal, que indiciou a ex-chefe de gabinete do governo em São Paulo Rosemary Noronha. Foram ouvidas 2.002 pessoas. O levantamento tem margem de erro de dois pontos porcentuais, para mais ou para menos.
A avaliação de que os governos de Dilma Rousseff e Luiz Inácio Lula da Silva são iguais subiu de 57% em setembro para 59% neste mês, segundo a pesquisa CNI/Ibope. Este é o maior porcentual desde a pesquisa apresentada em março deste ano, quando 60% dos entrevistados consideraram os dois governos iguais. Um ano antes, em março de 2011, essa taxa era de 64%.
Na mesma pesquisa, caiu de 22% em setembro para 21% este mês a avaliação de que o governo Dilma é pior do que o do seu antecessor. Esta é a menor marca desde março do ano passado, quando estava em 13%. Já o grupo dos que consideram o governo da petista melhor do que o de Lula subiu de 18% para 19% de setembro para dezembro, a melhor marca verificada desde o início de seu governo, em janeiro de 2011.
A pesquisa registrou avanço na avaliação pessoal da presidente Dilma. O índice subiu de 77% para 78% em relação ao levantamento de setembro. A desaprovação, por sua vez, caiu de 18% para 17% no período. A oscilação ocorreu dentro da margem de erro, que é de dois pontos porcentuais para mais ou para menos.
A pesquisa registrou estabilidade na confiança da população na presidente Dilma Rousseff. O índice permaneceu em 73%, mesmo nível do levantamento anterior, de setembro. A não confiança também ficou estável, em 22% no período observado. O índice de quem confia em Dilma, mais uma vez, só não é melhor do que a que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva registrou no último ano do segundo mandato, quando ele alcançou 80% no indicador.
A pesquisa ainda apurou que a avaliação da população brasileira é de que a política de combate à inflação do governo de Dilma Rousseff piorou no último trimestre. Segundo o levantamento, a aprovação de medidas de combate à inflação recuou de 50% em setembro para 45% este mês. Na mesma amostragem, caiu de 49% para 41% no período a aprovação sobre a direção que o governo deu para a taxa de juros.
Também sofreu deterioração a percepção dos brasileiros em relação às políticas do governo de combate ao desemprego. Em setembro, 57% dos entrevistados pela CNI/Ibope aprovavam as ações do governo. Em dezembro, o porcentual caiu para 56%. Já a desaprovação sobre a política de impostos do governo Dilma disparou no período de 57% para 65%.
Mensalão
Os entrevistados pela pesquisa CNI/Ibope apontaram aumento de quatro pontos porcentuais no noticiário mais desfavorável ao governo em relação ao último levantamento, de setembro. As notícias mais desfavoráveis subiram de 14% para 18%, no período. As mais favoráveis, por sua vez, caíram de 29% para 24%.
As pessoas disseram que nos últimos três meses o assunto mais lembrado foi o julgamento do mensalão pelo Supremo Tribunal Federal (STF), com 23% de recordação. O anúncio da redução do custo de energia, feito em cadeia nacional pela presidente Dilma Rousseff em setembro, foi lembrado por 14% dos entrevistados. Em terceiro lugar, empatados em 10%, vieram a Operação Porto Seguro, da Polícia Federal, que indiciou a ex-chefe de gabinete da Presidência da República em São Paulo Rosemary Noronha; e o caso envolvendo o contraventor Carlinhos Cachoeira, alvo de uma CPI no Congresso Nacional.

Imagem ilustrativa da imagem Dilma mantém aprovação de 62%, avalia CNI/Ibope
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