Dilma indica paranaense para o STJ
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sábado, 10 de novembro de 2012
José Lazaro Jr. <br> Reportagem Local 
Curitiba - A presidente Dilma Rousseff (PT) escolheu o procurador de Justiça Sérgio Luiz Kukina, do Ministério Público (MP) do Paraná, para a vaga deixada pelo ministro Hamilton Carvalhido no Superior Tribunal de Justiça (STJ). A decisão foi publicada no Diário Oficial da União de sexta-feira. ''Recebi a notícia com muita alegria e entusiasmo, depois de uma espera de cinco meses'', reconheceu Kukina, que ainda será sabatinado pelo Senado antes de assumir o cargo.
O procurador tem 53 anos e ingressou na carreira do Ministério Público em 1984, tendo trabalhado em sete cidades diferentes antes de chegar à Coordenadoria de Recursos Cíveis do MP, órgão encarregado de interagir com o Supremo Tribunal Federal (STF) e STJ. Nessa função há 20 anos, de 1991 a 1996 Kukina ainda foi assessor do hoje ministro Félix Fischer. ''A experiência adquirida ao longo desses anos, atuando nessa área, realmente significa um lastro, que vai ser muito importante para o exercício da nova função'', disse o procurador.
A indicação de Kukina pelo quinto constitucional implicou numa disputa direta com outros dois membros do MP: José Eduardo Sabo Paes, do Distrito Federal, e Sammy Lopes, do Acre, que tinha o apoio dos petistas Tião e Jorge Viana, governador e senador desse Estado. Gleisi Hoffmann, ministra-chefe da Casa Civil, intercedeu pelo procurador. Os três candidatos foram previamente selecionados pelos ministros do STJ, dentro de uma lista com 51 indicações. ''Kukina é um exemplo de operador do direito, com privilegiada visão social'', elogiou o procurador-geral de Justiça do Paraná, Gilberto Giacoia.
''O Brasil está vivendo uma expectativa de várias transformações no campo legislativo, diante da aprovação próxima dos novos códigos Penal, Processual Penal, Civil e Comercial, que exigirá dos membros do STJ uma interpretação que possa condizer com as justas expectativas que estão criadas em torno da eficácia desses novos códigos'', avaliou Kukina, de olho no lhe aguarda em Brasília. (com Folhapress)


