Brasília - Após seis meses de indefinição, a presidente Dilma Rousseff decidiu indicar Luiz Fux, 57, para ocupar a antiga vaga de Eros Grau no Supremo Tribunal Federal (STF). A escolha pode ser encaminhada ao Senado hoje. A presidente abriu os trabalhos do Judiciário hoje sem anunciar oficialmente a indicação, mas fez chegar o nome do futuro integrante da corte aos outros 10 ministros.
Os membros do Supremo estavam incomodados com os efeitos da demora no julgamento de processos importantes, e cobravam publicamente por definição. É o caso dos julgamentos sobre o Ficha Limpa e a extradição do militante italiano Cesare Battisti.
Ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Fux superou, aos poucos, todos os outros candidatos ao cargo. Teve apoio do governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB), e venceu Cesar Asfor Rocha, seu colega de tribunal. Asfor Rocha chegou a ser o favorito ao posto no governo Lula, mas seu nome tinha resistências no meio jurídico.
Pediu que fosse desconsiderado como alternativa ao STF, mas continuou na bolsa de aposta. O Planalto chegou a avaliar o constrangimento que a indicação de Fux provocaria em Asfor Rocha.
Outro nome cogitado nos últimos meses foi o de Luís Inácio Adams, mas a presidente preferiu mantê-lo na Advocacia-Geral da União.
Ele é cotado para uma próxima cadeira no STF. A reportagem apurou que ele só não recebeu a chancela de Dilma agora por sua ligação com o governo, que renderia questionamentos à sua atuação no julgamento do mensalão.
Dilma deve indicar até outros três ministros até 2014.

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