Dilma: governo 'concordou' com orçamento em 2013
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sexta-feira, 28 de dezembro de 2012
Tânia Monteiro e Vera Rosa <br> <br> Agência Estado 
Brasília - A presidente Dilma Rousseff evitou criticar o Congresso pelo atraso na votação do orçamento de 2013 e avisou que uma Medida Provisória irá garantir os investimentos no início do ano. Dilma disse que o governo ''concordou'' que a aprovação ocorresse somente em fevereiro, após a eleição das presidências da Câmara e do Senado. ''Não vejo dano'', afirmou ela, após assegurar que a falta de aprovação de um tema pelo Congresso não representa crise com o Legislativo. Segundo ela, ''não houve falha de articulação'' no atraso da votação.
Para Dilma, ''o objetivo do governo é iniciar o ano de 2013 mantendo um elevado nível de investimento''. E completou: ''Por isso estou anunciando a edição de uma Medida Provisória estabelecendo um terço do orçamento já aprovado em investimento, para que não haja interrupção dos investimentos''.
A presidente classificou como ''muito grave'' a possibilidade de derrubada de vetos que remontam ao governo Fernando Henrique Cardoso. ''Nos cabe preservar o erário público'', desabafou ela, avisando que a derrubada desses vetos pode ter grande impacto nas contas públicas. A presidente disse que grande parte dos 3 mil vetos é sobre gastos e por isso é necessário que a análise seja feita com muito cuidado. A presidente pediu ''cautela'' em relação ao tema. ''Peço atitude ponderada porque é muito grave derrubar vetos de 12 anos'', ressaltou. ''A posição é de cautela, mas não nos cabe definir'', comentou.
Ao tentar minimizar a possibilidade de estar enfrentando problemas de relacionamento com o Legislativo, a presidente Dilma questionou: ''Por quê? Se o Congresso discorda de mim é crise? Isso é da vida, é da regra do jogo. Afinal, estamos em uma democracia'', afirmou a presidente. A presidente comentou ainda que ''seria estranho'' dizer que os parlamentares teriam de aprovar tudo o que é enviado. E argumentou que não tem visto grande problemas, ''perdendo ou ganhando''.
''Se conseguir persuadir, ótimo. Se não conseguir, não é crise. É inexorável para um presidente perder votações, é natural'', declarou. Segundo a presidente, pensar que essa rotina seria diferente ocorreria somente se o presidente tivesse ''mania de grandeza''. ''E eu posso afiançar que eu não tenho'', completou Dilma.
Sem querer criticar os demais poderes - que querem reajustes para seu funcionalismo maiores do que os 15% em três anos, conforme concedido ao Executivo -, a presidente condenou diferenciações alegando que ''todos são iguais perante a lei''. Para ela, todos têm direitos a aumentos, mas desconversou sobre a polêmica, dizendo que não analisou a peça orçamentária, porque ela não chegou ao Planalto.


