Curitiba - Depois de inúmeras reuniões em Brasília e duas propostas, ainda não há definição da situação do senador Osmar Dias (PDT) na disputa para o governo do Paraná este ano. Até o fechamento dessa edição, o senador ainda não havia anunciado se vai se manter na disputa. Apesar da indefinição, para o deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB), o palanque da candidata do PT à Presidência está garantido no estado. ''A novidade é que estamos juntos. Só não sabemos ainda quem será o candidato ao governo, mas o palanque da Dilma e do (Michel) Temer está garantido'', afirmou.
Os três partidos trabalham com dois cenários possíveis para a disputa do governo paranaense. Se quiser disputar a reeleição para o Senado, Osmar deverá sair como candidato independente. Isso porque a cúpula do PDT informou o senador que uma eventual adesão dele a uma aliança com o PSDB no Paraná está vetada. Sem Osmar na disputa pelo governo, PT e PMDB lançariam uma chapa liderada pelo governador Orlando Pessuti, que disputaria e reeleição, com um vice do PMDB e Gleisi Hoffmann (PT) e Roberto Requião (PMDB) na disputa pelo Senado. Em outro cenário Osmar disputaria o governo com um candidato a vice indicado pelo PMDB. Gleisi e Requião disputariam o Senado.
A falta de definição de Osmar desanimou parte da cúpula do PMDB que esteve em Brasília para participar das negociações. Ontem no início da noite Pessuti voltou a Curitiba acompanhado do deputado estadual e presidente do PMDB, Waldyr Pugliesi, dos deputados Elton Welter (PT) e Caíto Quintana (PMDB). ''O problema é chegar num acordo'', avaliou Pugliesi.
Segundo o deputado o governador se dispôs a abrir mão da candidatura à reeleição em prol de Osmar. Nessa hipótese o PMDB indicaria o vice. Mas as coligações na disputa proporcional ainda não estariam acertadas. ''As coisas estão plantadas lá. O Pessuti deu demonstrações de desprendimento, mas não houve uma definição'', lamentou Pugliesi.
Apesar de ser o protagonista das negociações entre PT, PDT e PMDB, Osmar Dias não participou da reunião de ontem entre os dirigentes nacionais. Ele foi representado pelo ministro do Trabalho, Carlos Lupi. No fim da tarde o senador se reuniu com Lupi. A expectativa é que no fim da reunião Osmar seguisse para a sede nacional do PT para anunciar a candidatura ao governo, o que não aconteceu até o fechamento dessa edição.
Enquanto o senador decidia seu futuro político em Brasília, o candidato do PSDB ao governo, Beto Richa, cumpria agenda política na região de Maringá, base política de Osmar.

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