Dilma faz segundo anúncio para metrô de Curitiba
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quarta-feira, 30 de outubro de 2013
Mariana Franco Ramos<br>Reportagem Local 
Curitiba - Dois anos após afirmar que liberaria R$ 1 bilhão para o que chamou de um dos melhores projetos de metrô do Brasil, a presidente Dilma Rousseff (PT) voltou ontem a Curitiba para anunciar novo investimento no transporte coletivo da capital e da região metropolitana (RMC). Parte do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) 2, cujo foco é a mobilidade urbana, os recursos totalizam R$ 5,3 bilhões, incluindo repasses e empréstimos a fundo perdido.
Dilma falou que a União irá contribuir diretamente com R$ 1,7 bilhão dos agora R$ 4,56 bilhões previstos para a construção de 17,6 quilômetros do metrô curitibano. "Estamos fazendo uma aliança para viabilizar algo que é fundamental: transporte de qualidade para uma das nossas grandes cidades brasileiras." O discurso foi acompanhado pelo governador Beto Richa (PSDB), pelo prefeito Gustavo Fruet (PDT) e pelos ministros Aguinaldo Ribeiro (Cidades), Edison Lobão (Minas e Energia), Luiz Figueiredo (Relações Exteriores), Wellington Moreira Franco (Aviação Civil) e Gleisi Hoffmann (Casa Civil), além de secretários municipais e estaduais, deputados e vereadores.
O projeto foi inicialmente orçado em R$ 2,25 bilhões. No entanto, passou por revisão técnica de Fruet, que concluiu que a proposta anterior, de seu antecessor Luciano Ducci (PSB), precisava "ser melhorada". A previsão é que os editais de licitação sejam lançados ainda neste ano e que o novo modal comece a operar em 2018.
Investimentos
O governo federal também irá financiar R$ 1,4 bilhão em condições privilegiadas, com 30 anos de amortização, cinco anos de carência e juros subsidiados. A presidente anunciou ainda que irá apoiar a administração municipal com R$ 408 milhões para expandir 32 quilômetros do BRT (Bus Rapid Transit) da Linha Verde, entre os bairros Pinheirinho e Atuba, e construir novo Anel de Integração.
Já para o governo do Paraná, os investimentos federais serão de R$ 87 milhões, destinados à construção de corredores de ônibus e de mais 20 quilômetros de BRTs na RMC. O R$ 1,3 bilhão restante do pacote virá da contrapartida das empresas que vencerem as licitações das obras.
Clima cordial
Dilma chegou ao Espaço Torres por volta de 14h30, com meia hora de atraso, ao lado de Beto Richa, que é seu adversário político. Nos discursos, ambos exaltaram a importância da parceria firmada entre as três esferas do Executivo. "É isso o que a população quer: que jamais deixemos eventuais divergências eleitorais ou políticas se sobreporem ao interesse público", afirmou o governador. Ele também anunciou que o governo federal aprovou, via Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), a concessão dos empréstimos de R$ 3,9 bilhões solicitados pelo Estado.
"Hoje nós sabemos que a melhoria do transporte urbano é de interesse de toda a população. Só pode ser essa ação em que os esforços sejam unificados, sem levar em conta questões partidárias e de programas políticos", disse Dilma.
De Curitiba, a presidente partiu para Foz do Iguaçu, onde verificou o andamento das obras do terminal de passageiros do aeroporto e, em seguida, participou do lançamento do sistema de transmissão de 500 Kv, que deve ampliar a capacidade de aproveitamento de energia por parte do Paraguai. A inauguração, acompanhada também pelo presidente do país vizinho, Horacio Cartes, aconteceu na margem paraguaia da Usina Hidrelétrica de Itaipu, em Hernandárias, na fronteira com Foz.


