Rio - A candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, evitou falar sobre aborto e crise com parte do eleitorado evangélico em seu primeiro evento de campanha neste segundo turno. Antes de seguir em carreata pelas ruas de Duque de Caxias, principal cidade da Baixada Fluminense, na Região Metropolitana do Rio, a petista participou de rápida coletiva de imprensa, na qual prometeu investimentos em saneamento, implantação de Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) na área e até redução dos juros básicos da economia.
Ao ser questionada sobre o assunto que marcou a reta final do primeiro turno da campanha, a petista não respondeu e iniciou a carreata. Dilma obteve ampla vantagem em Caxias no primeiro turno, com 54,38% dos votos válidos. Marina Silva (PV) também obteve boa votação na cidade - que tem forte presença de evangélicos. Foi escolhida por 27,91% dos eleitores locais, muito à frente de José Serra (PSDB), que, apesar de contar com o apoio do prefeito local, José Camilo Zito (PSDB), e de ter visitado a cidade duas vezes durante o primeiro turno, recebeu apenas 15,81% dos votos válidos.
Seguindo a orientação dos aliados, Dilma procurou se aproximar dos eleitores. As barreiras que normalmente são colocadas nos locais em que ela dá entrevista foram retiradas. O púlpito, onde são colocados os microfones e gravadores, até foi instalado no local, mas desapareceu minutos antes da candidata chegar. A petista, como sugerido pelo seu comando de campanha, aproximou-se dos jornalistas e foi cercada por dezenas de pessoas. Ela estava sorridente e cumprimentou eleitores e políticos com beijos e tapinhas nas costas.
''Eu quero começar por aqui (Baixada Fluminense) porque nós vamos priorizar duas questões muito importantes: tratamento de água e esgotamento sanitário'', anunciou Dilma. ''E aqui nós fizemos um esforço muito grande, porque durante muitos anos a Baixada ficou sem os investimentos que beneficiariam a vida concreta das pessoas'', explicou a petista.

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