Apesar dos elogios aos pré-candidatos Orlando Pessuti (PMDB) e Osmar Dias (PDT), a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, pré-candidata à sucessão presidencial, evitou ontem qualquer resposta mais pontual a respeito de qual palanque apoiar em caso de não se repetir, no Paraná, a coligação nacional PT-PDT-PMDB. Indagada sobre o assunto, Dilma foi econômica: ''Como ainda não tenho ainda essa perspectiva, não posso responder. Agradeço pela pergunta, mas não vou responder''.
A ministra esteve em Londrina pela segunda vez em pouco mais de três meses. Segundo a assessoria de Dilma, a qual chegou a comparar a assinatura de mais de 2 mil contratos do ''Minha Casa, Minha Vida'' à conquista da vaga do Rio de Janeiro nas Olimpíadas de 2016, a ministra deve retornar à cidade no final do mês para um evento sobre o pré-sal.
Para o vice-governador, que, ontem, mais de uma vez citou o ''governo Requião-Pessuti'', a aliança com o PT é assunto que não deve preocupar. ''O que se faz é tentar trazer para o mesmo palanque a presença do Osmar Dias, que, nas eleições passadas, não esteve junto à candidatura do PT, enquanto nós estivemos'', disse. ''Quem vai decidir isso é o PMDB, mas, da nossa parte, queremos repetir no Paraná a mesma aliança que se estabelecer no cenário nacional. E temos procurado o PT porque entendemos que eles, como integrantes do governo Requião-Pessuti, têm até por dever de obrigação histórica, de aliança histórica, estar junto com a candidatura do PMDB'', opinou.
Osmar minimizou as declarações do peemedebista. ''O Pessuti falou o que o (presidente) Lula tem falado, que é ter no estado os partidos da base nacional. Mas é claro que hoje as dificuldades existem em relação a termos PDT e PMDB juntos - minha candidatura não é uma questão pessoal, é decisão de partidos.'' Sobre a ''obrigação'' cobrada de Pessuti ao PT, desdenhou: ''Não me meto nisso - é uma situação que tem de ser resolvida entre as duas partes''.

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