Dilma enfatiza salário mínimo e correção do IR em vídeo
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sexta-feira, 01 de maio de 2015
Das agências 
A presidente Dilma Rousseff decidiu passar o feriado do 1º de Maio com a família em Porto Alegre (RS). A filha e o neto da presidente moram na cidade. De acordo com a assessoria de imprensa do Planalto, Dilma não teria compromissos oficiais na capital gaúcha. A assessoria não informou quando a presidente retorna a Brasília.
Ao invés de fazer um pronunciamento na TV e no rádio, a presidente postou vídeos nas redes sociais. Em uma das mensagens, polemizou com presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), ao citar o projeto de terceirização.
A escolha de aparecer apenas nas redes sociais foi uma estratégia para evitar novos panelaços. A justificativa oficial, no entanto, foi que a presidente precisava usar "outro modais" de comunicação.
VÍDEOS
A presidente Dilma Rousseff destacou, em seu pronunciamento sobre o Dia do Trabalho, comemorado ontem, a valorização do salário mínimo e a correção da tabela do imposto de renda. "Nos últimos 13 anos, o Dia do Trabalhador tem sido uma data para celebrar as vitórias da classe trabalhadora. A valorização do salário mínimo é uma das maiores conquistas deste período", enfatizou ela, em vídeo publicado nas redes sociais, na manhã de ontem.
Dilma lembrou que, em março último, encaminhou ao congresso nacional medida provisória que garante a política de valorização do salário mínimo até 2019. Citou ainda que, em 2001, foi aprovada lei semelhante que garantiu ao salário mínimo aumento de 14,8% acima da inflação durante o primeiro mandato. Essa política, segundo ela, beneficia 45 milhões de trabalhadores e aposentados.
Dilma disse ainda que, por meio da correção da tabela do imposto de renda, também enviada em março deste ano, o trabalhador terá seu "salário preservado e não irá pagar um imposto maior". "Tudo isso vem garantindo um Brasil mais justo", destacou a presidente.
Num segundo vídeo, de um minuto e quatro segundos, a presidente Dilma Rousseff voltou a criticar a proposta de regulamentação da terceirização aprovada pela Câmara dos Deputados, que estende a terceirização para todos os tipos de atividades.
"Sei que é importante regulamentar o trabalho terceirizado no Brasil, para que 12,7 milhões de trabalhadores terceirizados tenham proteção ao emprego, direitos trabalhistas e previdenciários e garantia de um salário digno", disse a presidente no vídeo, destacando que regulamentar a terceirização significa também uma "maior segurança para o empregador".
Dilma ressaltou que, na sua avaliação, a regulamentação do trabalho terceirizado precisa "manter a diferenciação entre atividades-fim e meio, nos vários setores produtivos". "É preciso assegurar ao trabalhador a garantia dos direitos conquistados nas negociações salariais. É preciso proteger a Previdência Social da perda de recursos e assim garantir a sua sustentabilidade", afirmou a presidente. "O meu governo tem o compromisso de manter os direitos e as garantias dos trabalhadores", acrescentou.


