São Paulo - A presidente Dilma Roussef chegou ontem de manhã a Nova York, onde será a primeira mulher a abrir uma sessão da ONU, na quarta-feira, ao discursar na 66 Assembleia Geral das Nações Unidas. Com duração de cinco dias, a viagem inclui ainda uma reunião com seu colega americano, Barack Obama, e outros quatro chefes de Estado - da França, Reino Unido, México e Nigéria.
Hoje, Dilma conversa com Michelle Bachellet, ex-presidente do Chile e chefe da agência ONU Mulher, para discutir esforços conjuntos que podem ser desenvolvidos para incentivar a participação das mulheres em ações políticas e institucionais no mundo. Também hoje, a presidente participa da reunião sobre doenças crônicas não transmissíveis, para discutir a prevenção e o controle no mundo com foco nos desafios sociais e econômicos.
Amanhã, encontra-se com Obama para dar continuidade aos assuntos já discutidos em março, quando o líder americano esteve no Brasil. Mais tarde, receberá o prêmio Woodrow Wilson para Serviços Públicos, concedido pelo instituto Woodrow Wilson International Center for Scholars, que já foi outorgado ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e à médica e fundadora da Pastoral da Criança, Zilda Arns (morta em 2010).
Com o francês Nicolas Sarkozy conversará sobre a crise econômica mundial, os impactos dos conflitos nos países muçulmanos, além de questões sociais envolvendo saúde e combate à pobreza. A presidente ainda participará dos debates do grupo denominado Governo Aberto - que engloba 60 países que se comprometem a discutir e executar políticas públicas transparentes.
ONU
Na quarta-feira, o dia será dedicado à abertura da 66 Assembleia Geral da ONU. Segundo assessores, Dilma pretende, em seu discurso, mencionar os efeitos da crise econômica internacional, a preocupação com os conflitos nos países muçulmanos, a necessidade de adotar medidas que levem ao desenvolvimento sustentável - lembrando a Conferência Rio+20 que ocorrerá em 2012 no Rio de Janeiro - e a defesa da reforma do Conselho de Segurança das Nações Unidas.
O primeiro discurso corresponde, por tradição, ao Brasil e esta será a primeira vez que o encontro dos líderes mundiais será inaugurado por uma mulher, destacou o porta-voz da ONU. Na quinta-feira, a presidente retorna para o Brasil, mas antes conversará sobre uma das principais preocupações da comunidade internacional: a segurança nuclear.
As atenções se redobraram depois dos acidentes radioativos na Usina Nuclear de Fukushima Daiichi, em março deste ano, no Japão. Também no dia 22, Dilma conversará sobre a necessidade de os líderes mundiais se comunicarem antes de tomar decisões e partir para a ação - a denominada diplomacia preventiva.

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