PEQUIM (CHINA) - A presidente do Novo Banco de Desenvolvimento (NDB, na sigla em inglês), Dilma Rousseff, afirmou neste domingo (23) em Pequim ter sido eleita para um novo mandato à frente da instituição, conhecida como banco do Brics e sediada em Xangai. Ela havia sido indicada pelo presidente da Rússia, Vladimir Putin, após uma articulação do presidente Lula.

Dilma disse estar recuperada, após ficar uma semana internada no final de fevereiro, com neurite vestibular, inflamação nos labirintos que causa tonturas intensas.

Dilma fez as declarações ao chegar ao Fórum de Desenvolvimento da China, encontro anual de autoridades e empresários, em Pequim. Num intervalo do evento, posteriormente, ela defendeu sua gestão no NDB e criticou uma gestão anterior, sem identificar.

"Uma das coisas mais graves que aconteceram no banco foi quando não tomaram empréstimos por 16 meses" num momento de juros baixos, segundo ela.

A ex-presidente da República foi uma das palestrantes na abertura do Fórum, na histórica Casa de Hóspedes Diaoyutai, sentando-se na primeira fila, com o primeiro-ministro Li Qiang e o CEO da Apple, Tim Cook, entre outros.

O CEO brasileiro da empresa americana de semicondutores Qualcomm, Cristiano Amon, disse ao jornal que o evento "é extremamente importante para escutar da China a direção econômica, para as empresas do mundo que têm negócios aqui entenderem para onde ele estão indo, daqui para a frente".

Em seu pronunciamento, Li falou que a China vai "se esforçar para ser uma força de estabilização", questionando indiretamente os Estados Unidos de Donald Trump por tentar estabelecer uma "lei da selva" nas relações internacionais. Defendeu a abertura comercial dos países para responder a crescentes "incerteza e insegurança" no cenário global.

Também no fórum, o CEO da montadora alemã Mercedes-Benz, o sueco Ola Källenius, comentou ao jornal que "o mercado chinês está se abrindo mais e mais. A China é um dos pilares da nossa estratégia de crescimento", afirmou.

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