Fortaleza - A presidente Dilma Rousseff disse ver ''com tranquilidade'' a última pesquisa realizada pela Confederação Nacional das Indústrias (CNI), que indica queda na avaliação do seu governo. ''Pesquisa a gente tem de tratar com respeito, mas não se pode pautar a ação do governo só pela pesquisa'', afirmou, em Fortaleza, em entrevista a emissoras de rádio locais. ''Pesquisa sobe, desce, e a gente vai tocando.''
A presidente reforçou sua preocupação com a necessidade de proteger o mercado interno brasileiro, ''que construímos a duras penas'' diante da crise internacional. ''Para isso precisamos das políticas sociais de resgate de renda e também de ir para o moderno, para o mais avançado'', pregou, ao citar o programa ''Ciência Sem Fronteiras'', que vai patrocinar bolsas de estudos para jovens no exterior. ''Pegar brasileiros, colocar no exterior, na melhor universidade, e fazer com que eles incorporem cultura, este é o futuro do Brasil que estamos construindo.''
Para a presidente, ''a educação é a saída mais robusta para a gente garantir inclusão social, agregação do valor e economia do conhecimento''. ''Hoje o governo federal está atento à crise internacional'', observou. ''A bolsa cai todo dia, há um processo de fragilidade na Europa com seus bancos, os Estados Unidos apresentam aquela cena insensata com aquela briga dentro do Congresso norte-americano para aumentar o teto da dívida, enfim, tem uma turbulência no mundo parecida com aquela que ocorreu em 2008 e 2009 e que tem raízes lá atrás, que é o fato de os bancos terem sido completamente desregulamentados'', avaliou.
Indagada se ela se irritava com as imitações de programas humorísticos com a figura da presidenta, ela disse não ver o humor como ofensa, ''mas como homenagem''. No Ceará, a presidente participa da cerimônia de terraplenagem da Companhia Siderúrgica do Pecém (CSP) e inaugura o novo Terminal de Múltiplo Uso, pela manhã. À tarde, no município metropolitano de Pacajus, inaugura uma policlínica regional e anuncia ampliação do Samu.

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