São Paulo - A presidente Dilma Rousseff disse em entrevista exibida pela GloboNews anteontem que seu governo será lembrado no futuro pelos investimentos em infraestrutura e por ter criado condições para que a economia do Brasil se torne mais competitiva. "A característica principal desses quatro anos é o fato de que nunca se investiu tanto no Brasil em infraestrutura como investimos agora. O novo ciclo aposta na competitividade produtiva." Segundo a presidente, o Brasil reduziu o número de pobres e tem "em torno de 75% da população entre as classes C, B e A".
Dilma também atacou o pessimismo na área econômica. Ela avaliou que a economia mundial passa hoje por uma recuperação gradual, após a crise que afetou a maior parte dos países desenvolvidos e emergentes. Para ela, o Brasil tem "todas as condições" de ter uma taxa de crescimento maior do que a dos últimos anos, sem queda nos atuais níveis de emprego. Ela rebateu as críticas de seus adversários ao subsídios de energia concedidos pelo governo federal. Conforme ela, o Palácio do Planalto não fez nenhuma "intervenção nos contratos" e "não mudou as regras do jogo".
Dilma também falou sobre os xingamentos que sofreu na abertura da Copa do Mundo, em junho, no Itaquerão, em São Paulo. Para a presidente, quem compareceu ao estádio foi "dominantemente uma elite branca". "Quem compareceu aos estádios, não podemos deixar de considerar, foi dominantemente quem tinha poder aquisitivo para pagar o preço dos ingressos, dominantemente uma elite branca. Em alguns casos, devia ter 90%, em outros 80% ou 75%, mas era dominantemente elite branca", afirmou. Apesar do receio de novas vaias, Dilma vai entregar a taça à seleção vencedora da Copa do Mundo hoje, no Maracanã.
A presidente voltou a defender uma reforma no futebol brasileiro, destacando que a presença de craques nos gramados deve atrair público pagante às arenas e evitar que alguns estádios se transformem em elefantes brancos.
Questionada sobre a possibilidade de desistir da candidatura pela reeleição para ceder a vaga na chapa ao ex-presidente Lula, ela respondeu: "Essa possibilidade foi descartada desde sempre." Dilma evitou opinar sobre o julgamento do mensalão e disse que nenhum partido "está acima de qualquer suspeita".

mockup