A presidente Dilma Rousseff afirmou nesta sexta-feira que fará uma análise "objetiva" sobre a situação do ministro do Trabalho, Carlos Lupi, e que na segunda-feira deverá tomar uma decisão a respeito da permanência dele no cargo.

A imprensa brasileira vem especulando que Lupi pode cair por conta de denúncias de irregularidades em convênios do Ministério do Trabalho com ONGs.

A isso se somam recentes denúncias do jornal Folha de S. Paulo de que o ministro teria sido "funcionário fantasma" da Câmara dos Deputados e teria acumulado cargos simultaneamente de maneira irregular, como assessor parlamentar em órgãos públicos diferentes.

No último dia 10, durante audiência na Comissão de Fiscalização e Controle da Câmara dos Deputado, Lupi negou as acusações de suposto desvio de verbas em seu ministério e disse que "amava" a presidente.

Sem 'romantismo'

Durante viagem a Caracas, nesta quinta-feira, para participar da Cúpula da Celac (Comunidade de Estados Latino-americanos e Caribenhos), Dilma não quis comentar se seguirá a orientação da Comissão de Ética da Presidência da República.

A comissão recomendou que Lupi seja afastado do cargo por considerar que suas explicações sobre as acusações de corrupção em sua pasta "não foram satisfatórias".

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