Dilma cita Chile e pede união da centro-esquerda
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terça-feira, 26 de janeiro de 2010
Folhapress 
Rio de Janeiro - A ministra Dilma Rousseff (Casa Civil), pré-candidata do PT à sucessão presidencial, defendeu ontem no Rio a união das forças governistas.
Ela usou a eleição presidencial no Chile - na qual o candidato da situação Eduardo Frei foi derrotado pelo conservador Sebastián PiÀera - para defender a candidatura única na base do governo. ''A eleição chilena pode colocar alguma preocupação para o Brasil sobre a importância de uma união entre a centro-esquerda. Lá eles foram desunidos'', disse à rádio Tupi.
Ela se referia ao deputado Ciro Gomes (PSB), que também quer disputar à Presidência, o que pode dividir a coalizão que apoia o governo Lula.
Dilma voltou a defender que o próximo governo dê continuidade às obras do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC), mas evitou atacar a oposição após a troca de insultos entre lideranças do PT e PSDB semana passada.
Sem citar nomes, Dilma disse que ''é muito difícil a gente concordar quando as pessoas propõem acabar com o PAC. Podem perguntar aos governadores e aos prefeitos se concordam. Não vão concordar''.
Negou que já seja candidata: ''Só serei no dia em que eu for escolhida. Não se pode sentar na cadeira antes porque dá azar''.


