Brasília - A presidente Dilma Rousseff anunciou ontem a terceira de suas reformas ministeriais. Aloizio Mercadante, Arthur Chioro, José Henrique Paim, assumirão respectivamente Casa Civil, Ministério da Saúde e Ministério da Educação. Mercadante, que era o titular da Educação, já vem despachando no Palácio do Planalto desde o início da semana passada. Ele substituirá a ministra Gleisi Hoffmann, que sairá candidata ao governo do Paraná pelo PT neste ano. Paim, que era secretário-executivo do MEC, assumirá o posto deixado pelo petista na Educação.
No lugar de Alexandre Padilha na Saúde ficará Chioro, atual secretário de Saúde de São Bernardo do Campo. Padilha, por sua vez, será o candidato do PT ao governo de São Paulo. A posse está prevista para a próxima segunda-feira, no Palácio do Planalto. Trata-se da primeira etapa de uma reforma ministerial que, segundo interlocutores presidenciais, deverá se encerrar até o final de fevereiro. Cabe à presidente ainda decidir sobre o destino de outros ministérios, como Desenvolvimento, Relações Institucionais, Turismo, Integração Nacional, Desenvolvimento Agrário, Portos e Cidades. Dilma tem sofrido pressão de partidos da base, em especial do PMDB, maior sigla da coalizão, para ceder mais espaço. A barganha tem em vista apoio à presidente durante a campanha deste ano.
O anúncio dos nomes estava sendo aguardado para a quarta-feira, mas acabou sendo adiado porque Alexandre Padilha precisava aparecer em cadeia de rádio e TV em um pronunciamento, cuja justificativa era informar sobre o início da vacinação de HPV, que só começa em 10 de março.

Helena Chagas
De olho na campanha eleitoral, Dilma também incluiu a substituição de Helena Chagas, da Secretaria da Comunicação Social (Secom), pelo porta-voz da presidente, Thomas Traumann. A mudança possibilitará uma convergência maior entre a comunicação do governo, a do PT e a da campanha eleitoral da presidente Dilma. Permitirá, ainda, que a Secom adote um tom mais agressivo, como querem os petistas, em um ano eleitoral, no enfrentamento às notícias negativas envolvendo o governo.
O PT considerava que a Secom, com Helena Chagas, tinha uma postura pouco combativa para responder à altura os ataques feitos ao governo. A "Operação Portugal", que deixou Dilma exposta a críticas e representações da oposição contra o governo por ter omitido de sua agenda uma escala em Lisboa, com todo o seu staff, ocupando 45 quartos nos luxuosos hotéis Ritz e Tivoli, foi o pretexto ideal para sua saída, que inicialmente estava prevista para março.
A substituição de Helena por Thomas Traumann deverá ser anunciada hoje.

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