Rio - ''Eu não assinei. Eu rubriquei.'' Assim a candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, tentou explicar ontem a polêmica substituição de seu programa de governo no registro da candidatura na Justiça Eleitoral. Em entrevista à rádio Tupi, no Rio, ela afirmou que ''foi um erro'' do PT a apresentação de uma primeira versão mais radical, que reproduzia resolução aprovada em fevereiro, no congresso nacional do partido. A candidata argumentou que apenas rubricou, sem ler o que estava escrito, negando ter chancelado o documento, que foi substituído no mesmo dia.
''Eu não assinei documento nenhum, porque não tem documento a ser assinado. Eu rubriquei páginas, eu não olhei. Não achei que iam colocar o outro programa, o de fevereiro. Tinham de botar o que nós tínhamos acertado em junho'', declarou Dilma. No primeiro programa de governo apresentado, havia propostas como a taxação de grandes fortunas e o combate ao ''monopólio da mídia''.
Ela também prometeu criar o Cartão SUS caso seja eleita e ''no mínimo dobrar'' o número de vagas em escolas técnicas até 2014. A candidata afirmou que, antes do governo Lula, o crédito ''era direcionado a privilegiados''. E defendeu que empresas que empregam mais tenham descontos na contribuição previdenciária e que o Tesouro Nacional reponha a diminuição na arrecadação.
Depois, Dilma participou de um almoço na casa de Lily Marinho, viúva do jornalista e empresário Roberto Marinho. O compromisso seguinte foi um encontro no Palácio Laranjeiras com o governador Sérgio Cabral Filho (PMDB), que disputa a reeleição. ''Vim aqui fazer uma visita ao governador, porque se não viesse seria como ir a Roma e não ver o papa'', disse.

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