Porto Alegre - A ex-ministra-chefe da Casa Civil Dilma Rousseff suspendeu por tempo indeterminado seu contrato de trabalho com a Fundação de Economia e Estatística Siegfried Emanuel Heuser (FEE), ligada ao governo do Rio Grande do Sul, para se dedicar à campanha política deste ano, como candidata à presidência da República pelo PT.
Servidora concursada da instituição desde a década de 70, Dilma estava cedida ao governo federal, com ônus para a origem, mediante ressarcimento, até o dia 31 de março, quando afastou-se do ministério. Na transição da pasta para a campanha, Dilma se submeteu às formalidades legais com o empregador ao qual está vinculada.
Em dois atos administrativos publicados no Diário Oficial do Estado nos dias 29 e 31 de março, o presidente da FEE, Adelar Fochezatto, revogou a cedência da funcionária à Casa Civil e autorizou a suspensão do contrato individual de trabalho da servidora, a pedido dela. Enquanto estiver afastada, Dilma não receberá salários da fundação.
''Não há nenhuma falta dela ao trabalho'', esclareceu Fochezatto, desmentindo nota publicada pelo jornalista Claudio Humberto. ''Houve um acordo pelo qual o contrato está suspenso'', explicou. Tanto a ex-ministra quanto a fundação podem requisitar a reintegração no momento que julgarem adequado.

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