O comandante da PM do Paraná, coronel Guaraci Moraes Barros, disse ontem que 25% das viaturas do interior precisam ser repostas no prazo que varia entre quatro e cinco meses. ‘‘Se não fizermos isso, realmente vamos sucatear. Haverá problemas’’, declarou ele, ao analisar as dificuldades da segurança pública. Das 200 motonetas em operação no Paraná, 17 estariam com defeito e paradas para a manutenção. As viaturas têm problemas mais sérios por causa do desgaste. Dos 3,6 mil carros da corporação, entre 10% e 12% estariam parados. Cerca de 50 viaturas estariam em fase de ‘‘descarga’’ – quando a viatura não serve mais para atividades policiais. ‘‘O custo da manutenção desses carros é muito alto e não compensa’’, disse.
A deficiência da frota poderá ser minimizada com a liberação de R$ 5 milhões do Fundo de Reequipamento da Polícia de Trânsito (Funrestran). Até o final do ano, deverão ser compradas 110 viaturas leves e 16 tracionadas. ‘‘Estas viaturas vão ser destinadas para o interior, para reposição’’, disse o coronel. Também deverão ser comprados 2 mil coletes e 300 pistolas calibre 40, além de material de informática.
Barros negou que esteja faltando combustível para a frota. De acordo com ele, houve uma readequação das quotas de combustível em alguns municípios. ‘‘Tivemos problemas no período de transição desta readequação, no prazo de uns quinze dias. Mas já foi solucionado’’, destacou. Em algumas cidades, as próprias prefeituras já estão auxiliando com a recuperação de viaturas, reposição de peças e manutenção.
A maior dificuldade enfrentada hoje pela corporação, segundo a avaliação do comandante, é a falta de contingente. ‘‘Precisamos ter uma reposição imediata de PMs, nem que esta reposição seja feita em três etapas’’, sugeriu. A proposta, já encaminhada para a Secretaria da Segurança, prevê que a reposição seja de 750 PMs por ano. Imediatamente, 750 seriam contratados. Deste total, 250 seriam destinados para o interior. Os demais ficariam em Curitiba e Região Metropolitana. Os municípios onde existem as maiores defasagens são Guarapuava, Cascavel, Foz do Iguaçu e Pato Branco. ‘‘São cidades onde o ritmo de criminalidade tem crescido’’, disse. Em Londrina, a previsão é a de inauguração de um grupamento montado nos próximos dias. O projeto já está pronto e só depende da aprovação do secretário José Tavares.

mockup