Dieese contesta números do Palácio
Curitiba - Em vista desse cenário, a Comissão de Educação da Assembléia Legislativa tenta reverter o impasse. A APP e o presidente da comissão, deputado Tadeu Veneri (PT), estiveram reunidos ontem com Quintana, na hora do almoço. Durante a reunião, Quintana recebeu uma cópia de um estudo do Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Sócio-Econômicos (Dieese). Enquanto o Palácio Iguaçu alega que a implantação imediata do plano extrapolaria o limite de 49% da receita líquida com pessoal, os economistas do Dieese apontam que esse percentual ficaria em 47%. O Diesse acompanha constantemente as negociações salariais dos professores do Estado, pois a APP é uma das entidades filiadas ao Dieese.
Mas o governo continua considerando o cálculo de seus técnicos, que sinalizam desrespeito à LRF. ''Os professores consideraram arrecadação futura, mas tem que levar em conta os últimos 12 meses'', disse Quintana. José Lemos, presidente da APP, entende que o equívoco foi do governo, que não projetou a receita futura e ainda incluiu os pensionistas na conta, o que não deveria ter feito.
Desde que o governador anunciou o adiamento do plano, na segunda-feira, professores estão ligando para os deputados para tentar entender o motivo do veto parcial. ''Em março deste ano, o Estado já estaria com 49,4%. Com o reajuste salarial aos professores retroativamente a fevereiro, essa despesa iria para 52,28%, já que o cálculo é feito sobre os últimos 12 meses'', afirmou Quintana. Como o caixa está apertado, o comportamento da arrecadação do Estado é peça-chave para que o governo pague melhorias salariais ao funcionalismo. E de acordo com o chefe da Casa Civil houve uma queda na arrecadação de impostos em janeiro e fevereiro do ano passado. ''A situação só melhorou em março'', completou Quintana.(M.D.)





