A temperatura política deve esquentar nesta semana em Brasília, quando os parlamentares retornam do ‘‘recesso branco’’ para um curto período de atividades legislativas. Esse aumento da densidade demográfica do Congresso coincide com a divulgação das notas que o Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap) está atribuindo aos deputados pela atuação nas reformas administrativa e previdenciária. Nesta semana, o Diap estará distribuindo aos seus 900 sindicatos e entidades filiadas um milhão de exemplares de uma versão regionalizada do livro ‘‘Quem foi Quem nas Reformas Constitucionais’’, que está em fase de impressão.
Os parlamentares da base governista deverão reagir ao levantamento do Diap que atribui nota zero ao desempenho de 254 deputados (83 do PFL, 76 do PSDB, 40 do PMDB, 34 do PPB, 14 PTB, quatro do PL, dois do PSD e um do PSL), quase a metade dos 513 integrantes da Câmara Federal. Na avaliação do Diap, esses parlamentares teriam votado contra o interesse dos trabalhadores nos dez principais temas selecionados, entre os quais a exigência de idade mínima para aposentadoria, a extinção do regime jurídico único dos servidores, o fim da estabilidade, o aumento no tempo de serviço para aposentadoria. Apenas 77 receberam nota dez. Além dos deputados dos partidos de oposição (PT, PDT, PCdoB, PSB, PPS, PSTU), receberam a nota máxima parlamentares do PPB, três do PMDB e um do PL.
O Diap avaliou também o desempenho dos deputados em outras votações como reeleição, quebra dos monopólios e contrato de trabalho temporário. O ‘‘Quem é Quem...’’ ainda traça um perfil dos parlamentares, indica sua base eleitoral e revela quais foram os principais financiadores de sua campanha em 94. Os senadores não receberam nota do Diap, mas sua atuação também foi analisada.

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