A assessoria de imprensa do prefeito Nedson Micheleti (PT) informou ontem que o Executivo não participaria da reunião com o Ministério Público do Trabalho (MPT) porque não tinha conhecimento oficial da iniciativa. Além disso, foi reforçado o posicionamento da Prefeitura de que o MPT não tem competência jurídica para promover esse tipo de mediação.
A declaração foi contestada pelo procurador do Trabalho em Londrina, Djaílson Martins Rocha, que lamentou e criticou o posicionamento da administração municipal. Rocha confirmou que o órgão vinha fazendo diligências pela Prefeitura - fechada pelos grevsitas - e por outros prédios do Executivo desde o último dia 9, sem sucesso. ''Tentamos convidá-los, pois mediação, apesar de não obrigatória, requer a anuência de ambas as partes - mas não localizamos nem o prefeito, nem seus secretários, nem algum representante da Procuradoria Geral'', disse.
Na avaliação do procurador do Trabalho, apesar de a ligação entre os servidores e a Prefeitura ser uma relação de trabalho estatutária, o interesse público nesse caso é grande. ''A mediação e o diálogo são sempre o melhor caminho, e a lei confere ao MP do Trabalho esse poder de mediar. Só lamento esse argumento porque o cidadão comum, que é quem mais sofre com uma greve, não está preocupado com essa questão estritamente legalista que estão colocando - levar o debate para esse lado definitivamente não vai de encontro ao interesse público'', ponderou o procurador. (J.G.)

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