Diagnóstico revela diferenças entre MPs
Curitiba - A assessoria de imprensa do Ministério da Justiça explicou que uma das conclusões tiradas a partir do diagnóstico apresentado anteontem foi que os ministérios públicos dos Estados possuem ''grandes diferenças'', principalmente em relação ao número de membros (procuradores e promotores) para cada 100 mil habitantes. Em 2004, enquanto o Amapá apresentou média superior a dez membros para cada 100 mil habitantes, a Bahia teve média de 4,19. No Paraná, a média foi de 5,34.
No MP do Paraná, em 2004, eram 541 membros ativos e 198 membros inativos. No mesmo ano, ainda estavam registrados 430 servidores ativos. Pelo diagnóstico, o MP/PR teve uma despesa executada de R$ 214,66 milhões em 2004. Os salários dos membros do MP variam de R$ 14.507,19 (salário inicial) a R$ 22.111,25 (salário final) - valores relacionados ao ano de 2005.
O procurador-geral de Justiça do Paraná, Milton Riquelme de Macedo, informou que o diagnóstico será lançado no Estado no dia 27 de novembro e que mais detalhes sobre o documento também serão divulgados na data. ''O relatório desmistifica alguns pontos. Todo mundo ouve falar, por exemplo, que para entrar no MP tem que ter 'padrinho'. Mas os dados mostram que a maioria não tinha relação com outras pessoas de dentro quando prestaram o concurso'', disse Macedo ao ser questionado sobre a importância do diagnóstico. (C.S.)





