O Paraná ainda precisa evoluir, e muito, nas áreas básicas. Faltam hospitais, maternidades, moradias, saneamento básico, oportunidades de empregos, efetivo policial, bombeiros e destinação correta para o lixo.
  O diagnóstico tem como base um levantamento inédito feito pela equipe de jornalistas da FOLHA. Nas duas últimas semanas foram contatados todos os 399 municípios do Estado e ouvidos secretários de Educação, de Saúde, de Meio Ambiente, chefes de gabinete e mais de duas centenas de prefeitos.
  Entre os dados mais graves, destaca-se a falta de saneamento básico. Mais da metade (51%) dos municípios não conta com a rede de esgoto. Na saúde, faltam ambulâncias equipadas com aparelhagem para atendimento intensivo. O fato se agrava se considerarmos que 29% dos municípios não possuem nem hospital, e a maioria dos que contam com atendimento hospitalar não o tem com capacidade para fazer atendimentos de nível terciário – casos de maior complexidade.
  Na área da segurança, chama a atenção a falta de presença permanente da Polícia Civil em 48,5% das cidades do Paraná. Bombeiros só estão presentes diariamente em 28% dos municípios; desses 55% são bombeiros comunitários.
  O professor de Direito da Faculdade Estadual do Norte do Paraná, Jaime Brito, ressalta que os dados colhidos pela reportagem mostram que ‘‘houve lesão dos direitos fundamentaisdos cidadãos’’.


● Somente 25% dos municípios declararam ter esse tipo de ambulância à disposição para remoção de doentes em estado grave



● O artigo 6º da Constituição Federal prega que ‘‘são direitos sociais a educação, a saúde, a alimentação, o trabalho, a moradia, o lazer, a segurança, a previdência social, a proteção à maternidade e à infância’’

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