A terça-feira (8) será decisiva para o prefeito de Rolândia, Luiz Francisconi Neto (PSDB), na Câmara Municipal. A partir das 18h, os vereadores se reúnem para decidir se arquivam ou não a denúncia de que o gestor municipal teria autorizado pagamentos indevidos para sua esposa, que é médica concursada e prestava serviços por meio de uma empresa terceirizada. A acusação foi protocolada por Rodrigo da Costa Teodoro, o Rodrigão (Solidariedade).

Uma Comissão Processante (CP) foi criada para analisar a possível irregularidade. Os vereadores Eugênio Serpeloni (PSD), Maria do Carmo Campiolo (PSDB) e João Gaúcho (PSC), este último escolhido como relator, deram um parecer para que a investigação contra Francisconi não prossiga. "Se votarem para arquivar, temos a chance de trabalhar para a cidade o resto do mandato. Se votarem pela continuidade da CP, todos os outros projetos que estão sendo discutidos ficarão parados", disse Gaúcho.

Todos os parlamentares que integram o grupo não queriam o início da comissão. Para que ela não cesse no Legislativo, é preciso que a maioria dos políticos vote pelo prosseguimento dos trabalhos. Como é o denunciante, Rodrigão é o único que não poderá votar. Em seu lugar será convocado o primeiro suplente, Paulo Sérgio de Jesus, popularmente conhecido como Ratolino.

Desde o começo da análise, a Comissão Processante tem sustentado que a denúncia carece de fundamento. De acordo com o relator, as testemunhas de acusação não foram qualificadas corretamente. "Essa eventual irregularidade cometida pelo prefeito aconteceu em 2016, durante outro mandato do Francisconi. Não tem embasamento para seguir adiante", informou.

A Câmara de Rolândia tem capacidade para 70 pessoas sentadas. A direção da Casa solicitou reforço no policiamento ao 15º Batalhão da Polícia Militar.

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