Curitiba - A passagem do ex-prefeito de Paranaguá Mário Roque (PMDB) pela Assembleia Legislativa do Paraná foi discreta. Ele assumiu em junho o mandato de deputado estadual, após a renúncia de Fernando Ribas Carli Filho (ex-PSB), e se despediu na última quarta-feira, para dar a vaga ao advogado de Maringá Wilson Quinteiro (PSB). Protagonista de um dos episódios mais polêmicos da eleição no ano passado, Roque prometia provocar polêmica na Casa, mas preferiu a atuação discreta. No final de 2008, quando Roque era candidato a prefeito de Paranaguá, ''vazou'' na internet um vídeo no qual ele aparecia fazendo declarações contra o governador do Paraná, Roberto Requião (PMDB), e seu irmão, Eduardo Requião, ex-superintendente da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (APPA).
As críticas, geradas por um membro do próprio PMDB, serviram de argumento para a bancada da oposição ao governo do Estado cobrar por investigações na APPA. Mas, durante os quase seis meses de atuação no Legislativo, Roque resolveu manter afinidade com a base aliada.
Como parlamentar, Roque apresentou dez projetos de lei no período, segundo levantamento feito pela Reportagem no site do Legislativo na internet. Do total de matérias apresentadas, contudo, apenas três chegaram ao seu trâmite final na Casa e apenas uma foi promulgada, a que cria para o 1º de agosto o ''Dia da Pintura'' no calendário oficial do Estado. Um outro projeto de lei apresentado por ele, contudo, pretende justamente alterar aquela lei promulgada. O projeto de lei 413, que atualmente está na Diretoria de Assistência ao Plenário, modifica o ''Dia da Pintura'' para o ''Dia do Pintor''.
Já o projeto de lei 495, que poderia provocar discussão no plenário da Casa, ainda está na fila da Comissão de Constituição e Justiça: a proposta permitiria que os motoristas de veículos pertencentes aos municípios de Paranaguá, Antonina, Morretes, Guaraqueçaba, Pontal do Paraná, Matinhos e Guaratuba pagassem a metade da tarifa do pedágio.
Entre as dez propostas, uma foi arquivada. O projeto de lei 526, que declara de utilidade pública o asilo São Vicente de Paulo em Paranaguá, foi arquivado porque a lei já existia.
Novo parlamentar
Roque sai de cena porque a Justiça Eleitoral entendeu que o mandato deixado por Carli Filho pertence ao segundo suplente do PSB nas eleições de 2006, o advogado de Maringá Wilson Quinteiro, que, ao contrário de Roque, nunca exerceu um mandato eletivo. Roque era o primeiro suplente do PSB, mas sua troca para o PMDB posteriormente o tirou da chance de exercer a vaga aberta. Quinteiro tomou posse na última sexta-feira. Ele já disputou duas vezes a prefeitura de Maringá, em 2004 e em 2008. Na disputa de 2006 a uma cadeira no Legislativo, ele obteve 24.307 votos.

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