'Dia D': vereadores definem hoje se Sercomtel poderá ser privatizada
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quinta-feira, 06 de junho de 2019
Luis Fernando Wiltemburg - Grupo Folha 

A Câmara de Vereadores de Londrina decide hoje o futuro da Sercomtel. O líder do governo no Legislativo, Jairo Tamura (PR), vai pedir urgência para o projeto de lei que permite a privatização da telefônica na sessão ordinária desta quinta-feira (6). Servidores da empresa prometem lotar as galerias para acompanhar o trabalho dos parlamentares.
O projeto de lei será votado na forma de seu substitutivo, com três emendas. Segundo Tamura, as alterações propostas melhoram a redação do texto para garantir a permanência da sede da empresa em Londrina, mesmo após a venda das ações, e garantem que as subsidiárias Sercomtel Iluminação e o call center da empresa permaneçam sob controle da administração municipal. “A primeira tem função primordial para a iluminação de Londrina e a segunda é necessária para a implantação dos projetos de cidade inteligente”, justifica.
Emenda que garanta os direitos dos funcionários da Sercomtel, entretanto, não foi aprovada pela Comissão de Justiça e Redação. Os servidores devem acompanhar a votação na tarde desta quinta e, segundo o analista de recursos humanos Jefferson Belasque, também proporão soluções para a manutenção da Sercomtel sem a necessidade da venda dos ativos. Para ele, a iminente aprovação do PL não prejudica a proposta dos funcionários.
Belasque também considera que eventuais perdas trabalhistas com a privatização da telefônica deverão ser questionadas na Justiça. Tamura afirma que a aprovação do PL é essencial porque foi colocada pela Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) como condição para suspender o processo de caducidade da concessão de operação da telefonia fixa, mas que pode ser incluído no contrato de venda das ações a obrigatoriedade de um plano de demissão voluntária com os aportes que entrarão. “Pensamos primeiramente no projeto de lei porque, co a caducidade, fecha a Sercomtel e perdem os funcionários e toda a cidade, que vai ficar apenas com um passivo de R$ 600 milhões”, diz.


